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Pensando em viajar com o seu melhor amigo? Veja aqui dicas e regras

 

Dúvidas de como levar o pet na viagem costumam surgir com a chegada das férias. Como o que menos precisamos nesse período é de preocupação, preparamos um guia completo que vai ajudar você e a sua família a ficarem bem informados e tranquilos na hora de viajar com o animal de estimação.

 

Primeiro de tudo, antes de decidir levar o seu pet com você, é fundamental ficar atento com a escolha da hospedagem. Atualmente, as redes de hotéis e pousadas estão cada vez mais abertas a receber o seu animal durante o período de lazer. Esses lugares costumam oferecer estruturas como canis e gatis ou permitem até que o animal fique no mesmo cômodo que os tutores, se forem mantidos em condições ideais de segurança e higiene durante a hospedagem. Por outro lado, existem lugares que ainda não oferecem essas facilidades e, por esse motivo, é interessante consultar no site ou ligar no local antes de fazer a reserva. Caso o destino seja uma casa alugada ou de algum conhecido, certifique-se que o local é fechado, seguro e se há a presença de outros animais que podem colocar os seus pets em risco. Se for levar um gato, é necessário que as janelas sejam teladas e que não haja nenhuma roa de fuga. Se tudo estiver correto, a próxima etapa é fazer o transporte com segurança! Existe uma série de regras que devem ser seguidas dependendo de cada meio de transporte. Confira abaixo algumas dicas e cuidados importantes para cada tipo de transporte.

 

 

 

Carro

 

– Os animais são mais sensíveis ao calor do que nós humanos. Portanto, é importante ficar atento as temperaturas no interior do veículo. Se o seu carro não possuir ar condicionado, é indicado escolher o período da noite ou o período da manhã para viajar.

 

– Não alimente o animal por pelo menos 4h antes de partir. É comum que eles fiquem enjoados com o movimento do carro, principalmente se não estiverem acostumados com esse tipo de transporte.

 

– O ideal é que o animal seja transportado dentro de uma caixa de transporte, presa com o cinto de segurança. Se for possível, coloque panos ou pequenas almofadas para aumentar o conforto. Caso não possua a caixa, pode ser utilizado um peitoral, com guia presa ao cinto. Lembrando que estar afivelado ao cinto utilizando um peitoral ou caixa é uma lei de trânsito!

 

– Não é permitido por lei que os animais sejam transportados em caçambas, no banco da frente ou com a cabeça para fora da janela. Se você costuma fazer isso, além de estar sujeito a ser multado, você ainda coloca a segurança de todos em risco.

 

– Se o animal for de grande porte, é recomendado o uso de divisórias entre o banco da frente e o banco de trás. Elas são importantes para evitar que qualquer movimento do animal possa atrapalhar o motorista caso ele escape do peitoral ou da caixa de transporte.

 

– Não se esqueça das paradas estratégicas. Assim como nós, os pets também precisam fazer suas necessidades e tomar aquela água bem fresca no caminho para seguir viagem. Evite parar no acostamento, pois além de proibido, é arriscado. Se houver alguma fuga, as chances de um acidente grave aumentam consideravelmente.

 

– Em nenhuma hipótese deixe o seu pet sozinho no veículo.

 

– Para evitar qualquer tipo de problema, é interessante acostumar o seu bichano desde pequeno!

 

Leis do Código de Trânsito Brasileiro

 

Art. 169. Dirigir sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à segurança.

 

Art. 235. Conduzir pessoas, animais ou carga nas partes externas do veículo, salvo nos casos devidamente autorizados.

 

Art. 252. Dirigir o veículo:

 

II – Transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços e pernas;

 

Ônibus

 

– Antes de viajar, é recomendado entrar em contato com a empresa para confirmar se é possível transportar animais de médio ou grande porte. Algumas não prestam esse tipo de serviço.

 

– Só é possível embarcar após a apresentação do Atestado de saúde do animal. No caso dos cães é preciso apresentar o Atestado Sanitário de Cães, e para gatos o Atestado Sanitário de Gatos. Ambos os atestados devem estar assinados por um Médico Veterinário no período de até 3 dias antes da viagem.

 

– Outro documento indispensável é a carteira de vacinação. É essencial que ela esteja em dia.

 

– Se a viagem for internacional, é imprescindível a apresentação do Certificado Zoosanitário Internacional (CZI).

 

– Momentos antes de embarcar, faça passeios curtos próximos a rodoviária para diminuir o estresse do animal.

 

– No ônibus também é fundamental que o animal esteja dentro de uma caixa de transportes.

 

– A caixa deve ser à prova de vazamentos e deve ficar localizada no banco ao lado do tutor (que deve ser adquirido antes do embarque).

 

Aéreo

 

– Em algumas companhias aéreas há um limite do número de animais por voo. Portanto, avise a empresa o quanto antes.

 

– Fique atento a raça do seu animal. No caso de cães braquicefálicos, aqueles que possuem o focinho curto, podem haver restrições. O problema é que eles apresentam dificuldades respiratórias, além de serem mais sensíveis a mudanças de pressão e temperatura.

 

– Para levar seu pet as empresas cobram um custo adicional, que na maioria das vezes é calculado com base no peso do animal (somado com o peso da caixa de transporte) e com o preço integral da passagem.

 

– Se for preciso, não esqueça de utilizar focinheiras no aeroporto.

 

– Existem duas opções disponíveis para o transporte de animais. Uma delas permite que o pet viaje junto com o tutor na cabine, mas essa condição só é possível se ele pesar até 10kg (na maioria das cias aéreas). Caso contrário, o animal é transportado em um compartimento separado. Nessa situação, é necessário identificar o cão/gato e a caixa com pelo menos o nome, telefone e endereço do remetente e do destinatário (caso haja).

 

– Para o transporte, é fundamental que o animal esteja em uma caixa de transporte resistente, segura, com aberturas para ventilação e no tamanho determinado pelas companhias. É importante que o piso absorva fezes e urina, de modo de que não vazem. As dimensões variam de acordo com cada empresa, mas é obrigatório que a caixa possua um tamanho suficiente para que o animal consiga dar uma volta de 360º dentro da caixa. Para saber mais informações sobre as medidas ideais, acesse o site da companhia contratada para o serviço.

 

– Uma dica interessante é estimular que o animal associe a caixa como um local prazeroso. Para isso, deixe ela sempre aberta, coloque brinquedos atraentes e ofereça petiscos dentro dela dias antes de partir.

 

Documentos e Legislação

 

Voos nacionais:

 

– As companhias de viagens aéreas solicitam o Atestado de Saúde do Animal, tanto para cães como para gatos. Eles devem ser fornecidos pela Secretaria de Agricultura Estadual, pelo Posto do Departamento de Defesa Animal ou por um médico veterinário devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária da Unidade Federativa de origem do animal. Esse atestado tem validade de 3 a 10 dias, dependendo da companhia aérea.

 

– Em viagens nacionais, a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) exige que a carteira de vacinação esteja em dia. Nela, é preciso conter as vacinas múltiplas, antirrábica e tratamento com vermífugo. Cuidado com a validade das vacinas: a antirrábica deve ter sido aplicada há mais de 30 dias, e a sua duração é de um ano!

 

Voos Internacionais:

 

– Em casos de viagens para fora do território nacional é obrigatório apresentar o Certificado Zoosanitário Internacional (CZI). Para conseguir esse certificado, é preciso agendar uma consulta com os médicos veterinários do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA). O MAPA também emite o Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos, outro documento para trânsito nacional e internacional desses pets. Esse passaporte poderá ser utilizado para países que o aceitem, em substituição ao CZI.

 

– Viagens internacionais também exigem que o animal tenha um microchip de identificação, que deve seguir o padrão ISO 11784 e ISO 11785. O microchip precisa ser aplicado antes da vacina. Consulte um veterinário que tenha esse tipo de chip para fazer o implante.

 

– Se o seu pet for um animal silvestre, também é necessário pegar uma autorização emitida pelo IBAMA para que o transporte seja liberado.

 

– Fique atento as legislações do país destinatário! É importante fazer uma consulta sobre as exigências daquela região antes de viajar, assim, é possível providenciar outros documentos se for preciso.  É comum que em alguns territórios as autoridades solicitem que o animal passe por um período de quarentena. Esse período é utilizado para avaliar as condições de saúde do pet, observando se eles manifestam algum tipo de doença que possa ser ameaçadora a população local.

 

Lembre-se que é muito importante levar animal para uma consulta com um Médico Veterinário para avaliação das condições de saúde e consequentemente se o pet está apto a viajar. Dependendo do temperamento do animal, pode ser necessário a prescrição de algum medicamento para diminuir possíveis crises de estresse. Caso tenha mais alguma dúvida, entre em contato com a companhia de viagem escolhida. Para viagens internacionais, é necessário entrar em contato diretamente com o MAPA.

 

Referências

 

CASSOL, L. Dicas e regras para o transporte de animais de estimação em voos. Melhores Destinos. 2015.

 

CTB – Código de Trânsito Brasileiro.

 

<www.aeroportodeguarulhos.net>. Como levar animais de estimação em viagens de avião. Novembro, 2013.