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Tudo que você precisa saber sobre Diarreia em bezerros

A diarreia em bezerros é motivo de preocupação para grande parte dos produtores de bovinos no Brasil. Quando presente no rebanho, interfere diretamente no bem-estar dos animais e ainda impede o desenvolvimento adequado de cada um deles, gerando mortes em casos mais graves e causando prejuízos à produção e ao produtor diretamente. Para ajudar a resolver ou prevenir este problema, escrevemos esse artigo onde iremos abordar tudo que você precisa saber sobre diarreia em bezerros. Confira abaixo!

 

O que é

 

A diarreia é um sinal clínico de que há alguma disfunção no sistema digestório, ou seja, é um sintoma de uma doença de base. É caracterizada como o aumento significativo do número de vezes que o animal evacua durante o dia, com aspecto aquoso e com coloração fora do padrão.

 

Causas

 

Os motivos que levam às diarreias são bem variados, mas normalmente estão relacionados com manejo inadequado, alimentação inadequada, ambientes impróprios, verminoses e contato com agentes infecciosos, como: bactérias (Salmonella spp. e Escherichia coli), protozoários (Cryptosporidium e gênero Eimeria) e vírus (rotavírus e coronavírus), entre outros.

 

Veja a seguir quais são as principais doenças que causam diarreia nos bezerros:

 

Salmonelose: geralmente costuma aparecer em bezerros com mais de 11 dias. A contaminação acontece por via oral e os principais sintomas são: febre muito alta e diarreia. O aspecto da diarreia é líquido, com odor forte, cor amarronzada e presença de estrias de sangue (não acontece em todos os casos).

 

Colibacilose: acomete basicamente os bezerros nos três primeiros dias de vida e é uma das principais causas de diarreia em recém-nascidos. Normalmente, os sintomas são febre e diarreia muito líquida com coloração amarelada ou esverdeada. Em alguns casos pode aparecer com a presença de sangue e um pouco de muco. Também é possível observar as extremidades frias e fraqueza.

 

Falta de colostro: No caso dos bezerros recém-nascidos, a falta de ingestão do colostro ou a mudança abrupta na ingestão de leite para sucedâneos podem ser um dos motivos para o desenvolvimento das diarreias. O colostro é uma secreção líquida, excretada nos primeiros dias da amamentação, que contém anticorpos e os nutrientes necessários para o início da vida. Caso o animal consuma um colostro de baixa qualidade ou tenha acesso restrito, seus aportes nutricional e imunológico ficarão debilitados, aumentando as chances de contrair uma infecção, com consequente diarreia.

 

Cryptosporidiose: é uma das enfermidades que mais causam diarreia nos bezerros e por isso, merece atenção especial. O agente causador costuma parasitar esses animais entre a primeira semana até os três primeiros meses de vida, desencadeando sintomas como falta de apetite, cólica, diarreias intensas, aquosas e de coloração amarelada. Pesquisas sugerem que a doença não possui tratamento e que ela é auto-limitante, ou seja, desaparece em determinado período (nesse caso, cerca de dez dias). A única medida apropriada nessa situação é  de suporte, repondo os líquidos e eletrólitos perdidos na evacuação.

 

Coccidiose: causada por protozoários do gênero Eimeria, afeta principalmente bezerros com mais de três semanas e até dois meses de idade (pode afetar animais de até um ano). Esse protozoário é oportunista (infecta o bovino em situações de baixa imunidade) e costuma crescer em ambientes mais úmidos e com grande acúmulo de animais. Quando presentes no organismo, atuam de maneira discreta, pois grande porcentagem dos ruminantes acometidos nãoapresenta sinais clínicos da doença. Dessa forma, deterioram o intestino e consequentemente interferem na absorção dos nutrientes, prejudicando o desenvolvimento e a produção. Naqueles que demonstram os sintomas, é possível notar dores abdominais, perda de apetite, perda de peso, infecções secundárias, diarreia com aspecto bem escuro ou sanguinolento, febre, salivação e falta de apetite.

 

Rotavírus e Coronavírus: as diarreias virais normalmente são bastante perigosas por acontecerem nos primeiros dias de vida dos animais (4º ao 11º, na maior parte dos casos). Além disso, quando há a proliferação viral no organismo, as chances de acontecer uma infecção secundária por outros agentes é maior. As diarreias causadas pelo Rotavírus e Coronavírus costumam ter aparência amarelada com presença de muco. Além desse sintoma, é possível notar febre, falta de apetite, dores abdominais e desidratação gradativa.

 

Vermes: não costumam levar a morte, mas os sintomas variam de acordo com o grau de infestação e com as condições de cada indivíduo (nutricional e imunológico). Os sinais mais comuns são: aumento do abdômen, diarreias (vermes intestinais), pelo arrepiado, perda de peso e mucosas pálidas. Geralmente os sintomas não costumam aparecer explicitamente, mas é possível notar a perda de peso sem algum motivo aparente.

 

É importante dizer que como consequência de todas as diarreias, os animais acometidos podem ficar desidratados e apresentar outros sinais, como fraqueza, apatia, desequilíbrio ácido-básico e diminuição da quantidade de eletrólitos circulantes (sódio, cálcio, potássio, etc).

 

Prevenção

 

Independente de qual seja a origem da diarreia, existem algumas medidas a serem tomadas que são eficazes para a maioria das causas. Sendo assim, é indicado:

 

– Seguir o protocolo vacinal adequadamente (vacas prenhas e bezerros);

 

– Tomar os cuidados necessários na chegada de um novo animal na propriedade (quarentena);

 

– Identificar os bezerros doentes o mais rápido possível e separa-los dos saudáveis;

 

– Fornecer uma alimentação de qualidade, balanceada e água fresca;

 

– Treinar os funcionários para oferecer o colostro corretamente aos recém-nascidos e formar um banco de colostro (congelar colostro excedente de fêmeas que fizeram boa colostragem);

 

– Transição adequada do leite para sucedâneo.

 

– Fazer a higienização do local em que os animais ficam diariamente (incluindo comedouros e bebedouros);

 

– Deixar apenas um bezerro por baia e proporcionar um ambiente bem ventilado, com entrada de sol (importante deixar uma casinha móvel para ter um espaço de sombra que não acumule barro e umidade);

 

Tratamento

 

Para tratar um bezerro com diarreia, é preciso fazer fluidoterapia (reposição de líquidos e eletrólitos) e tratar outros sintomas apresentados, como por exemplo, o uso de antitérmico em caso de febre.  Além disso, é preciso investigar qual é a causa e utilizar medicamentos específicos para combater o agente.

 

Para tratamento de doenças infecciosas causadas por bactérias, a Syntec disponibiliza 4 produtos com diferentes princípios ativos:

 

Sulfatrox: antibiótico injetável à base de Sulfadiazina e Trimetropima, pronto para uso, com rápida ação.

 

Flobiotic: antibiótico injetável à base de Enrofloxacina 10% com ampla distribuição tecidual, inclusive em feridas com pus, baixa toxicidade e amplo espectro de ação.

 

Gentomicin Injetável: antibiótico injetável do grupo dos aminoglicosídeos, à base de Gentamicina 4%.

 

Propen Injetável: antibiótico injetável à base de Penicilina Procaína e Penicilina Potássica, associadas ao Probenecide. A Penicilina Potássica é absorvida rapidamente, garantindo níveis séricos altos durante as primeiras horas. A Penicilina Procaína é liberada aos poucos, assim os níveis séricos decrescem lentamente. O Probenecide atua  prolongando a ação das Penicilinas pois inibe a excreção renal desses princípios ativos.

 

Para diarreias causadas por vermes intestinais:

 

Alnor:  anti-helmíntico de amplo espectro, à base de albendazol. Para tratamento de parasitoses por vermes redondos e chatos.

 

Synmectin: antiparasitário injetável à base de Ivermectina 1%, uma droga consagrada e altamente eficaz para parasitas internos e externos.

 

Duofor: desinfetante não corrosivo de alto rendimento, eficaz para eliminar microrganismos presentes em equipamentos, instalações, instrumentos cirúrgicos, veículos e demais fômites que possam estar contaminados em instalações agropecuárias e veterinárias É uma solução à base de Cloreto de Cetrimônio a 25% com Digluconato de Clorexidina a 20%, o que confere uma ação sinérgica que atinge fungos, bactérias (inclusive esporos) e vírus.

 

Conclusão

 

A diarreia é uma das principais causas de morte de bezerros. Por não possuírem o sistema imunológico totalmente desenvolvido, estão animais estão mais vulneráveis a contrair uma série de doenças que podem desencadear a diarreia, com consequentemente perdas econômicas. No verão, a somatória das altas temperaturas com as chuvas frequentes criam condições ideais para a sobrevivência e proliferação dos microrganismos causadores de doenças, além de facilitar a desidratação dos animais acometidos. Portanto, é preciso ficar atento às medidas preventivas, ao diagnóstico rápido e ao tratamento efetivo para garantir o bem-estar dos animais e uma produção cada vez mais lucrativa.