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Displasia coxofemoral em cães – Causas, tratamento e prevenção!

 

A displasia coxofemoral é uma afecção comumente vista na rotina das clínicas e hospitais veterinários. É uma doença ortopédica caracterizada pelo encaixe inadequado entre a articulação do quadril e o fêmur do animal, causando uma disfunção lateral ou bilateral do(s) membro(s). Ela pode estar presente em diversas espécies, mas a maior ocorrência está nos cães. Existem diversos fatores que podem levar um cão a ter displasia, como a má formação da articulação coxofemoral e das estruturas que estão próximas à região (ligamentos, tendões e músculos). Além de ser frequente, a displasia coxofemoral é importante no cenário médico por causar desconfortos ao paciente e ao tutor, que observa diariamente as limitações de movimento e locomoção que a doença provoca. Veja abaixo tudo que você precisa saber sobre essa patologia, inclusive como prevenir!

 

Causas

 

Como dissemos acima, são várias causas que podem levar um animal a desenvolver a displasia coxofemoral. As principais estão relacionadas com a hereditariedade, ambiente em que o cão vive e o aporte nutricional ao longo de seu desenvolvimento. A hereditariedade nada mais é do que os genes que os cães herdaram de seus progenitores. Esse talvez seja o principal motivo de desenvolvimento da doença, pois além de ser o mais recorrente, está associado com a má formação das estruturas e com a velocidade de crescimento delas. O ambiente também está diretamente ligado, já que o piso do lugar que o animal vive influencia bastante no agravamento da lesão (principalmente solos irregulares e escorregadios). É importante destacar que além do solo, existem outros motivos que contribuem para o agravamento, a exemplo da idade e do porte físico do animal. Por fim, a nutrição é outro fator importante. Alguns tutores fornecem inadvertidamente a suplementação de cálcio durante a fase de crescimento do filhote, causando distúrbios nutricionais importantes que interferem na formação das estruturas ósseas. Essas más formações impedem um encaixe perfeito do acetábulo do fêmur com a articulação.

 

Ocorrência

 

A ocorrência da displasia coxofemoral geralmente está associada à idade (animais idosos), peso (obesidade) e raças predispostas. Dentre as principais raças podemos citar as grandes e gigantes, como o Golden Retriever, Pastor Alemão, Labrador Retriever, Rottweiler, Buldogue Inglês, Husky Siberiano, São Bernardo e Bernese. Por mais que as raças maiores sejam as mais predispostas, as raças pequenas (Yorkshire, Pug) também estão sujeitas a desenvolver a doença.

 

Sinais clínicos

 

Os sinais clínicos vão depender do grau de desenvolvimento da doença e das estruturas afetadas, mas na maioria dos casos são: dor à palpação e durante a locomoção, redução das atividades físicas (mobilidade prejudicada), limitação dos movimentos, perda de massa muscular na região da coxa, membros mais rígidos, claudicação (manqueira), maior relutância durante a utilização dos membros traseiros, sentar com mais frequência de lado, fortalecimento dos músculos frontais (compensação da força), quedas repentinas durante caminhadas e dificuldade para correr, pular, saltar , subir e descer escadas.

 

Diagnóstico

 

É possível fazer o diagnóstico com o auxílio do exame físico, sintomas, histórico do animal e principalmente com exames de imagem. Dentre os principais exames, o mais utilizado é o Raio-X, que geralmente fecha o diagnóstico.

 

Tratamento

 

Existem basicamente dois tipos de tratamento: o clínico e o cirúrgico. A escolha de qual é a melhor terapia depende da avaliação do Médico Veterinário, que vai utilizar os exames de imagem e o histórico do animal como base para a decisão. O tratamento clínico consiste na administração de anti-inflamatórios, elaboração e introdução de uma nova dieta (para aqueles que estão acima do peso ou que estão sendo suplementados de maneira equivocada), sessões de fisioterapia (para o fortalecimento da musculatura comprometida), acupuntura e consumo de condroprotetores (protetores da articulação – condroitina e glicosamina) e regeneradores articulares.

 

Já o tratamento cirúrgico é feito quando essa é a única alternativa de reverter o caso. Existem diversas técnicas que podem ser executadas pelo cirurgião a fim de melhorar os sintomas do pet. As mais utilizadas são a osteotomia (corte do osso ou de uma parte para corrigir uma deformidade) e a colocação de uma prótese conhecida por PTQ (Prótese Total de Quadril). Vale lembrar que a indicação cirúrgica depende da idade do animal, das condições físicas e da gravidade do caso.

 

Para tratamento da Displasia Coxofemoral em cães, a Syntec disponibiliza 2 produtos com diferentes princípios ativos:

 

Presolona: é um anti-inflamatório esteroidal à base de Prednisolona, indicado para uso oral em cães. O medicamento é recomendado para casos alérgicos, dermatites, bronquites, osteoartrites, reumatismo e processos inflamatórios no geral.

 

Condrotec Pet: Indicado para animais submetidos a exercícios constantes, animais em crescimento ou condições especiais, cujo principal objetivo é manter funcional a cartilagem do animal.

 

Prevenção

 

O primeiro passo para prevenir a displasia coxofemoral é visitar um Médico Veterinário para a realização de um exame conhecido como PennHIP quando o animal ainda for jovem. Esse exame radiográfico pode ser feito a partir dos quatro meses de idade com o objetivo de avaliar a probabilidade do animal desenvolver a doença com o passar do tempo. Assim, se ele for um pet com tendência a ter displasia, as chances de prevenir são muito maiores. Além do PennHIP, é preciso verificar o solo do ambiente e mudar se for preciso. São indicados pisos nivelados e de borracha, ou não escorregadios para o animal não ter instabilidade, nem escorregar ao andar e correr.

 

A alimentação também é fundamental. Portanto, forneça uma dieta balanceada, de qualidade e não utilize suplementos sem a recomendação de um profissional. Assim, é possível proporcionar um crescimento ósseo saudável e evitar a obesidade. Se o seu melhor amigo fizer parte das raças que citamos no começo do artigo, procure não fazer exercícios físicos que exijam fortes impactos. Por fim, não reproduza o seu pet caso ele tenha histórico dessa enfermidade, pois muito provavelmente as suas crias terão problemas futuros.